"Políticas públicas para quem mais precisa", afirma Gilvan Máximo Ao defender o orçamento secreto no Congresso Nacional, ex-secret...
"Políticas públicas para quem mais precisa", afirma Gilvan Máximo
Ao defender o orçamento secreto no Congresso Nacional, ex-secretário de Ibaneis e deputado federal eleito pelo Republicanos afirmou que repasses "têm dado certo para saúde". Ele adiantou que vai lutar pela implantação da energia solar como estratégia para combater a miséria

(crédito: Mariana Lins/Esp. CB/D.A Press)
Gilvan Máximo (Republicanos), deputado federal eleito em 2 de outubro com 20,9 mil votos, afirmou que não há "nada de secreto" sobre o orçamento secreto. A afirmação foi feita, ontem, durante entrevista ao CB.Poder — programa do Correio e da TV Brasília. Máximo conquistou uma das oito cadeiras do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, embora tenha sido o federal do DF menos votado destas eleições. À jornalista Denise Rothenburg, ele destacou que vai trabalhar pela instalação da energia fotovoltaica (solar) no Brasil, como estratégia para acabar com a pobreza. "Com a chapa do fogão elétrico, por indução, a gente zera a (conta de) energia e a de gás. As famílias vão poder comer e se vestir melhor. Isso é politica pública na veia, na ponta."
O deputado eleito adiantou que o Republicanos vai defender a reeleição de Arthur Lira como presidente da Câmara dos Deputados na próxima legislatura e também defendeu a transferência da sede da Petrobras do Rio de Janeiro para Brasília, para aproximar a gestão da empresa com a presidência da República.
O Republicanos fez três deputados federais no DF (além de Máximo, Fred Linhares e Júlio César) e elegeu a senadora Damares Alves. O que esperar dessa bancada expressiva para o Congresso Nacional? Qual é a prioridade?
Fizemos (cerca de) 40% da bancada do DF. Se fosse em São Paulo, teríamos 30 deputados federais. Uma vitória expressiva. O partido cresce no DF, mas agora é preciso muita responsabilidade e juízo, para trabalhar e fazer políticas públicas que cheguem na ponta, para quem mais precisa. No meu caso, vai ser tentar emplacar a energia fotovoltaica (solar) em todo o Brasil. Temos de colocar placas de energia solar em, pelo menos, 10 milhões de casas, para acabar com a miséria. Se fizermos isso, com a chapa do fogão elétrico, por indução, a gente zera a conta de energia e a de gás e eliminamos a miséria no Brasil.
Mas há uma polêmica grande com as operadoras de energia elétrica em relação a essa proposta. Teve até uma proposta na Câmara dos Deputados para taxar o Sol. Como pretende fazer essa negociação no Congresso?
Vou brigar muito para que a gente não taxe o Sol. O Brasil tem 300 dias de sol por ano, principalmente em Brasília. Temos energia que dá para movimentar o país e vender para outros países. É inadmissível, com essa riqueza natural que temos, ficar pagando energia (elétrica) tão alta. As operadoras cobram muito caro. Quando não chove, há racionamento e apagão. Isso é uma vergonha. Temos de mudar, porque a tecnologia está aí para ser usada, acabar com a miséria e tirar a gente dessa escravidão da energia elétrica tão alta. Se dermos para as pessoas a chapinha do fogão elétrico, que é por indução, zeramos a conta de gás. Com isso, as famílias vão poder comer e se vestir melhor. Isso é política pública na veia, na ponta.
Em relação à política. A bancada eleita começa a pensar na presidência da Câmara dos Deputados e da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Qual é sua aposta? O que o Republicanos fará, nas duas casas?
Aposto muito no nome do Arthur Lira (PP). É muito amigo do nosso presidente nacional, (o deputado federal por SP) Marcos Pereira, e é um homem que tem trabalhado muito. É um trator para trabalhar e tem ajudado muito em todas as pautas positivas para o governo. Ajudou muito o presidente Bolsonaro a conduzir, nos dois últimos anos, a Presidência da República. Não atrapalhou a vida do presidente. Tenho certeza que o Republicanos estará com o Arthur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados novamente. A CLDF tem alguns nomes, fizemos um deputado distrital (Martins Machado) e há bons nomes. O governador sabe escolher, vai escolher o nome certo, porque é muito estrategista. Vai ver quem surge com mais chances.
Quais são as outras pautas prioritárias do partido na câmara?
Trabalhar para que as políticas sociais cheguem na ponta. Os cursos de capacitação têm de ser uma bandeira do nosso partido. Esses cursos precisam chegar para a população de baixa renda, para que tenham profissão e ganhem o pão do dia a dia. Espalhar escolas técnicas pelo país. Vou brigar muito para trazer a sede da Petrobras para Brasília. O Caio (Caio Mário Paes de Andrade), presidente atual, é meu amigo, mora aqui e está despachando daqui. Ele ama Brasília, até pela proximidade com o presidente da República.
Acha possível trazer a sede para cá, uma vez que diversas empresas dessa área estão no Rio e em São Paulo?
Se há um pingo de esperança, temos de lutar para que aconteça. Brasília foi criada para ser a capital da República e ter todo o governo federal, autarquias e empresas públicas. JK (Juscelino Kubitschek) enfrentou resistência quando mudou a capital, mas trouxe; então, temos de trazer todas as empresas do governo para cá. E vamos trabalhar para isso. Já conversamos com alguns amigos. Vamos trabalhar para que isso aconteça. Brasília está aqui para acolher o governo federal. Não justifica a Petrobras estar no Rio de Janeiro e o presidente da República aqui, em Brasília.
