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Ministro do STF suspende quebra de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS na mesma votação que incluiu Lulinha

Ministro  Flávio Dino Ministro do STF suspende quebra de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS na mesma votação que incluiu Lulinha O ministro ...

Ministro Flávio Dino
Ministro do STF suspende quebra de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS na mesma votação que incluiu Lulinha
O ministro do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, determinou a suspensão de todas as quebras de sigilo aprovadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) em uma mesma votação que incluiu o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (5) e estende uma determinação anterior do ministro que já havia beneficiado a empresária Roberta Luchsinger. Segundo Dino, a comissão deveria ter analisado e votado cada pedido de quebra de sigilo de forma individual, e não em bloco, como ocorreu.
 Acesso a extratos bancários
Antes da decisão judicial, a CPMI havia obtido acesso aos extratos bancários de investigados após aprovar a quebra de sigilo financeiro. O objetivo era analisar movimentações que pudessem ter relação com supostas fraudes envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (Instituto Nacional do Seguro Social).
Com a determinação do ministro do STF, as quebras de sigilo aprovadas na mesma sessão passaram a ser consideradas inválidas, pois, segundo o entendimento de Dino, faltou individualização e justificativa específica para cada investigado. 
Argumentos da defesa de Lulinha
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva contestou a legalidade da medida adotada pela CPMI. Em nota, os advogados afirmaram que não havia qualquer menção concreta que ligasse o empresário às fraudes investigadas pela comissão.
Segundo os advogados, “é gritante a ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS, o alegado objeto investigativo da quebra de sigilo”.
A defesa também afirmou que todas as fontes de renda citadas nos extratos são legais, legítimas e devidamente declaradas, incluindo rendimentos de aplicações financeiras do próprio empresário.
Ainda de acordo com os advogados, algumas transferências envolvendo o presidente Lula seriam: adiantamentos de legítima herança aos filhos;
devolução de custos arcados por Fábio Luís durante o período em que Lula esteve preso; empréstimos feitos ao pai.
Outros pagamentos mencionados, segundo a defesa, incluem transferências ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, relacionadas ao aluguel da casa onde Fábio Luís residia em São Paulo, e valores destinados a Kalil Bittar, referentes à compra de cotas da empresa G4 após o afastamento de Lulinha da sociedade.
Posição do governo
A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que não iria comentar o caso, afirmando que os esclarecimentos já haviam sido prestados pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva.
Apesar da decisão do ministro do STF, a determinação não afeta eventuais quebras de sigilo solicitadas pela Polícia Federal e autorizadas diretamente pelo Supremo, que permanecem válidas.
Próximos passos
Com a suspensão das medidas aprovadas pela CPMI, a comissão poderá ter que reapresentar e votar novamente eventuais pedidos de quebra de sigilo, desta vez de forma individualizada e com justificativas específicas para cada investigado. A decisão reforça a exigência de fundamentação detalhada em medidas que envolvem acesso a dados bancários e financeiros de pessoas investigadas.


Da redação F5 Politica