Lulinha vira alvo de inquérito da Polícia Federal por suspeita de corrupção e tráfico de influência Reprodução A investigação busca apurar s...

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A investigação busca apurar suspeitas dos crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados a negociações envolvendo o mercado de cannabis medicinal no âmbito do Ministério da Saúde.
Suspeitas investigadas
Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal investigará se Lulinha teria utilizado sua condição de filho do presidente da República para facilitar contatos e negócios entre o Ministério da Saúde, a empresária Roberta Luchsinger, proprietária de uma consultoria, e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
Antônio Camilo Antunes está preso e é apontado como um dos principais investigados em outro inquérito da Polícia Federal que apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além dessa investigação, o lobista também mantinha atuação no setor de cannabis medicinal por meio de uma empresa voltada à extração de canabidiol, substância utilizada em tratamentos médicos.
Visitas ao Ministério da Saúde
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, Antônio Camilo Antunes esteve pelo menos cinco vezes no Ministério da Saúde desde 2024.
Em duas visitas realizadas em janeiro e fevereiro de 2025, ele teria se identificado como presidente da empresa World Cannabis. Nas demais ocasiões, apresentou-se como diretor da empresa de telessaúde DuoSystem, que posteriormente informou não possuir vínculo com o investigado.
Em pelo menos uma dessas agendas, o lobista esteve acompanhado da empresária Roberta Luchsinger.
Transferências financeiras
A investigação também analisa movimentações financeiras entre Antônio Camilo Antunes e Roberta Luchsinger.
Segundo documentos da Polícia Federal, o lobista teria transferido aproximadamente R$ 1,5 milhão para a empresária. Em uma das operações, conforme os investigadores, foi registrada uma referência ao pagamento como sendo destinado ao "filho do rapaz", expressão que a Polícia busca esclarecer durante a apuração.
Roberta Luchsinger afirma que os valores recebidos correspondem exclusivamente ao pagamento por serviços de consultoria prestados ao empresário e nega qualquer irregularidade.
Defesa de Lulinha
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha e coordenador do grupo Prerrogativas, afirmou ter recebido a notícia da instauração do inquérito com surpresa.
Segundo o defensor, a abertura da investigação causa estranheza e pode representar uma busca por elementos sem indícios suficientes.
"É estranha a notícia sobre a instauração de um novo inquérito. A impressão que passa é de que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de fishing expedition, o que é muito grave. Recebemos, portanto, com estranheza, mas com tranquilidade", declarou.
Lula diz que não interferirá na investigação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou a possibilidade de investigações envolvenO empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a ser alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF). A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (30). O procedimento tramita sob sigilo.
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o chefe do Executivo afirmou que não utilizará o cargo para favorecer Lulinha caso ele venha a responder judicialmente.
"Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu fui.
"Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu fui.
Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas."
O presidente acrescentou que, caso o filho seja processado, responderá perante a Justiça como qualquer cidadão.
"Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger."
Investigação segue em sigilo
O inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal encontra-se sob sigilo, e até o momento não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem julgamento sobre os fatos investigados.
O presidente acrescentou que, caso o filho seja processado, responderá perante a Justiça como qualquer cidadão.
"Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger."
Investigação segue em sigilo
O inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal encontra-se sob sigilo, e até o momento não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem julgamento sobre os fatos investigados.
A apuração da Polícia Federal tem como objetivo reunir elementos para verificar se houve ou não prática de crimes, cabendo às autoridades competentes decidir sobre eventuais medidas futuras.
Da redação