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Projeto de educação ambiental forma alunos e incentiva descarte correto de resíduos no DF

Cerimônia marcou o encerramento da primeira etapa da iniciativa na Escola Parque da Natureza e Esporte do Núcleo Bandeirante; ação une SLU, ...

Cerimônia marcou o encerramento da primeira etapa da iniciativa na Escola Parque da Natureza e Esporte do Núcleo Bandeirante; ação une SLU, SEEDF e cooperação internacional japonesa

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira


 O aprendizado sobre o destino do lixo ganhou espaço na rotina de alunos da Escola Parque da Natureza e Esporte (EPNE), no Núcleo Bandeirante. Ao longo de 2025, cerca de 1,4 mil estudantes participaram de atividades práticas e pedagógicas voltadas à separação de resíduos e à sustentabilidade. Nesta quinta-feira (19), a escola sediou a cerimônia de encerramento da primeira etapa do projeto Sensibilização Ambiental para Separação de Resíduos.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A proposta alia ensino, diagnóstico técnico e práticas ambientais para estimular hábitos sustentáveis desde a infância, com potencial de expansão para outras escolas da rede pública.

A ação tem como base experiências observadas no Japão, referência mundial em gestão de resíduos sólidos. O engenheiro ambiental do SLU Gustavo Menezes destacou que a iniciativa surgiu após servidores conhecerem, no país asiático, modelos de educação ambiental aplicados diretamente nas escolas. A primeira edição do projeto ocorreu no Centro Educacional Agrourbano Ipê do Riacho Fundo II.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

“Vimos que o principal trabalho deles era com as crianças nas escolas, então buscamos trazer isso aqui para o Brasil e estamos aplicando pela segunda vez, alcançando cerca de 1,4 mil crianças. Elas vão ser nosso futuro, estão em idade de formação; e, quanto mais cedo construirmos a gestão correta dos resíduos sólidos, melhores serão os resultados. Para a maioria das pessoas, o resíduo some a partir do momento em que colocam ele na rua, mas existe uma infraestrutura por trás que é cara e tem um impacto no meio ambiente. Com esse tipo de educação, a gente pode ajudar a reduzir”, declarou.

Rotina escolar

Na EPNE, o projeto foi incorporado ao dia a dia dos alunos com atividades como separação correta do lixo, compostagem e instalação de minhocários. Também foi feito o levantamento da quantidade de resíduos gerados pela escola, permitindo que os estudantes compreendessem, na prática, o impacto do consumo.

Segundo a vice-diretora da unidade, Fabiane de Castro Kawaguti, a escola já desenvolvia ações ambientais, mas o projeto ampliou o alcance e o engajamento dos alunos. “No começo, eles ficaram assustados ao ver quanto resíduo a gente gera. Eu acho que eles nunca pararam para pensar nisso. Depois, com as ações de implementação, eles ficaram empolgados em aprender como fazer o correto e levaram isso para casa, para mostrar aos pais que eles aprenderam”, relatou. Kawaguti afirmou que a cerimônia marca o encerramento de um ciclo, mas não o fim das ações: “A proposta é manter as práticas no cotidiano escolar e ampliar o alcance para novas turmas”.

Entre os estudantes, o resultado foi de entusiasmo com as atividades e com o aprendizado aplicado no dia a dia. O aluno Nicolas Mesquita Carneiro, de 6 anos, ganhou um kit de presente do SLU ao fim do evento e destacou o que mais chamou atenção durante as aulas: “A gente aprendeu sobre colocar o lixo na lixeira certa, desenhou bichinhos e apreciou muito a natureza”.

Na EPNE, o projeto foi incorporado ao dia a dia dos alunos com atividades como separação correta do lixo, compostagem e instalação de minhocários

Já o estudante Heitor Vieira Silva, 8, ressaltou a importância do conteúdo aprendido para a convivência com o meio ambiente: “Eu gostei muito desse programa. Aprendi que você tem que jogar lixo no lixo, respeitar os animais e a natureza. Aprendi muito.”

Cooperação internacional

A coordenadora de projetos da agência, Christiane Hatano, enfatizou o papel das crianças como agentes de transformação e lembrou que a parceria com a Jica foi fundamental para a adaptação das estratégias utilizadas no Japão à realidade do Distrito Federal.

“O Japão tem esse reconhecimento no manejo de resíduos sólidos, reciclagem e as cidades sempre são mais limpas. Eles viram essas realidades e como as crianças influenciavam até os adultos e puderam trazer essa ideia aqui para o Brasil e aplicar nas escolas. Trabalharam muito com a conscientização e os ‘os três erres’: reduzir, reciclar e reutilizar.”

Além das atividades com os alunos, professores também participaram de ações formativas, incluindo visitas técnicas a estruturas do SLU para compreender o funcionamento da gestão de resíduos no DF.

Coordenador do projeto pela SEEDF, Leonardo Hatano destacou o potencial de expansão e o sucesso do projeto desde sua primeira edição: “Esse projeto é interessante porque está investindo no futuro. Trabalhar as crianças de séries iniciais é interessante para conseguir mudar a forma de pensar, com essa responsabilidade em relação ao meio ambiente”.