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Movimentos indicam tentativa de distensão entre campanha de Flávio Bolsonaro e o STF

Movimentos indicam tentativa de distensão entre campanha de Flávio Bolsonaro e o STF Marinho e Fachin reuniram-se terça-feira, mas encontro ...


Movimentos indicam tentativa de distensão entre campanha de Flávio Bolsonaro e o STF

Marinho e Fachin reuniram-se terça-feira, mas encontro entre eles estava marcado antes do 1º turno da eleição - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)


BRASÍLIA  Movimentos recentes envolvendo integrantes da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm alimentado avaliações sobre uma possível tentativa de reduzir o clima de tensão entre os dois lados durante o segundo turno das eleições.
Segundo informações publicadas pelo Correio Braziliense, interlocutores com trânsito entre representantes da campanha e integrantes da Corte afirmam que houve conversas reservadas nas últimas semanas, além de encontros institucionais considerados relevantes para a reaproximação entre os grupos.
Entre os episódios citados está uma conversa, realizada no mês passado, entre Flávio Bolsonaro e o ministro Gilmar Mendes. De acordo com a reportagem, durante o diálogo o senador teria apresentado críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, especialmente em relação aos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outro movimento destacado foi a reunião entre o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, e o presidente do STF, Edson Fachin. Conforme relatado, o encontro já estava previamente agendado antes do primeiro turno das eleições e serviu para discutir questões relacionadas ao relacionamento institucional entre o Supremo e o grupo político de Flávio Bolsonaro.
Decisões recentes são vistas como sinais de distensão
Além das conversas políticas, decisões recentes do Supremo passaram a ser interpretadas por alguns integrantes do meio político como possíveis gestos de redução das tensões.
Uma delas foi a decisão do ministro Gilmar Mendes de determinar o arquivamento do pedido de abertura de inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. O ministro acompanhou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que entendeu não haver elementos suficientes para justificar a investigação.
Outro episódio citado foi a autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes para que Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", cumpra em regime semiaberto a pena imposta por sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Esses movimentos passaram a ser interpretados por parte dos analistas políticos como sinais de tentativa de diminuir o nível de confronto institucional entre o Supremo e setores do campo bolsonarista.
Aliados negam qualquer acordo
Apesar das especulações, lideranças políticas próximas a Flávio Bolsonaro negam a existência de qualquer acordo com ministros da Corte.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que continua defendendo a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo, especialmente Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, essa pauta deverá permanecer entre as prioridades do grupo político no próximo Congresso Nacional.
Na mesma linha, o senador eleito Marcel van Hattem (Novo-RS) declarou que pretende defender, a partir do início da próxima legislatura, a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar reafirmou sua posição após comentários feitos por Gilmar Mendes sobre o resultado do primeiro turno das eleições.
Cenário institucional
Embora existam sinais apontados por interlocutores políticos como tentativa de aproximação entre representantes da campanha de Flávio Bolsonaro e integrantes do Supremo Tribunal Federal, não há confirmação oficial da existência de qualquer acordo entre as partes.
Enquanto isso, o debate sobre a relação entre os Poderes e o papel do STF permanece presente na campanha presidencial, especialmente diante das discussões envolvendo os processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e das propostas defendidas por parlamentares aliados ao campo bolsonarista.

Da Redação A Politica e o Poder 

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